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Gol 1907 Archives

setembro 30, 2006

Gol divulga telefone para auxílio a familiares de vítimas do acidente

MANAUS - Em um comunicado enviado à imprensa, a Gol informa que disponibilizou um telefone para que familiares dos passageiros possam obter informações (0800-2800749) sobre a queda de um Boeing 737-800, após colisão com um Legacy, na região da Serra do Cachimbo, no Pará.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/set/30/1.htm

Aeronáutica fecha espaço aéreo na região do acidente do


Aeronáutica fecha espaço aéreo na região do acidente do avião da Gol

A restrição atinge inclusive a pista de pouso da cidade de Matupá, município próximo à área do desaparecimento

MATUPÁ, Mato Grosso - A Aeronáutica decidiu fechar o espaço aéreo para sobrevôos e decolagens de aeronaves de todos os portes na manhã deste sábado, 30, por conta das atividade de busca e salvamento no norte
de Mato Grosso ao vôo 1907 da Gol, desaparecido nesta sexta-feira, 29, com 155 pessoas a bordo. A restrição atinge inclusive a pista de pouso da cidade de Matupá,
município próximo à área do desaparecimento - há informações de que a aeronave Gol (Boeing 737-800) que seguia de Manaus para o Aeroporto Internacional Tom
Jobim, no Rio, teria caído próximo à fazenda Jarinã, no município de Peixoto de Azevedo. A delimitação é necessária porque aeronaves de resgate (oito aviões e cinco
helicópteros) sobrevoam a região nesta manhã. As pistas de pouso são utilizadas para as equipes de salvamento e resgate.



O acidente



O avião desapareceu após ter se chocado no ar com um jato Legacy, fabricado pela Embraer. A aeronave de pequeno porte, que era pilotada por um americano e
decolou do aeroporto de São José dos Campos (SP), fez um pouso forçado na Base Aérea do Cachimbo, no Pará, e não registrou vítimas. O Boeing 737-800 da Gol fazia o vôo 1907, de Manaus para o Rio, com escala
em Brasília. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião saiu de Manaus às 15h35 e deveria ter pousado na capital federal às 18h12. Às 16h48, o Boeing sumiu dos radares do controle de tráfego aéreo. Conforme nota
oficial da Gol, o último contato com o avião ocorreu às 17 horas, via rádio. A companhia recebeu o Boeing, que tinha 200 horas de vôo, no último dia 12. O radioamador Laudir Benevides, de Goiás, foi o primeiro a comunicar a FAB
sobre o acidente às 17h55 (horário local). Ele recebeu informação de um fazendeiro de Peixoto Azevedo, que teria visto o acidente. Conforme o fazendeiro, o avião vinha em alta velocidade, se chocou contra o solo e
explodiu. Não haveria sobreviventes. O Boeing tinha combustível suficiente para voar cerca cinco horas sem precisar reabastecer.



Destaque internacional



A imprensa internacional também destaca o acidente envolvendo o avião da Gol, na região amazônica do Mato Grosso. A norte-americana
CNN
destaca o fato com fotos de familiares e um histórico da empresa aérea. A inglesa
BBC
apresenta um mapa da região amazônica e cita a possível colisão do Boeing da Gol com um jato particular. O francês
Le Monde
também traz a história e ersos hiperlinks ao longo da sua matéria. Todos os textos citados estão em inglês.

Fotos do acidente do Gol 1907

http://www.bsbnet.com/alex/gol/acidenteGOL1.jpg
http://www.bsbnet.com/alex/gol/acidenteGOL2.jpg
http://www.bsbnet.com/alex/gol/acidenteGOL3.jpg

http://www.bsbnet.com/alex/gol/tremgol.jpg

Fonte: DAC

outubro 13, 2006

Wiki do acidente do Gol 1907

Um site interessante, com todas as informações do acidente do Gol 1907.

http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%B4o_Gol_1907

outubro 14, 2006

Encontrada a base da caixa-preta do Boeing da Gol

A peça pode indicar que o cilindro que registra a comunicação de voz dos pilotos - peça importante para a investigação da causa do acidente

SÃO PAULO - A Força Aérea Brasileira (FAB) encontrou a base da caixa-preta do Boeing 737-800 da Gol que caiu no dia 29 de setembro, no norte do Mato Grosso. A peça pode indicar que o cilindro que registra a comunicação de voz dos pilotos - peça importante para a investigação da causa do acidente - esteja próximo ao local onde foi encontrada a base.

De acordo com a assessoria de imprensa do Comando da Aeronáutica, as buscas pelo cilindro foram intensificadas na região onde a base da caixa-preta foi encontrada na sexta-feira. Além do cilindro de voz, ainda não foram localizados os corpos de quatro vítimas.

O conteúdo das caixas-pretas do Boeing 737-800, e do jato Legacy, da ExcelAir, já foi transferido para os computadores do Conselho de Segurança dos Transportes do Canadá, em Ottawa. As caixas-pretas chegaram do Brasil na quinta-feira, levadas pelo coronel Rufino Antônio da Silva Ferreira, presidente da comissão que investiga a tragédia do vôo 1907. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a decisão de enviar as caixas-pretas para Ottawa foi tomada porque o Canadá é considerado país neutro. Pelo fato de o Boing e o Legacy serem novos, as caixas-pretas são equipadas com discos rígidos semelhantes aos de um computador, o que agiliza a transferência de dados.

Com a queda do avião as 154 pessoas que estavam a bordo morreram. O acidente foi provocado por uma colisão, em pleno vôo, entre o Boeing da Gol com o jato Legacy. Os ocupantes do jato não se feriram. O Instituto de Medicina Legal (IML) já identificou 148 vítimas das 154 mortas no acidente.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/out/14/158.htm

novembro 21, 2006

PF começa a ouvir controladores sobre acidente da Gol

Delegado define depoimentos como técnicos e altamente produtivos

BRASÍLIA - A Polícia Federal começou nesta Segunda-feira a tomar os depoimentos dos 13 controladores de vôo das torres de São José dos Campos (3) e de Brasília (10), que estavam de serviço no dia 29 de setembro, quando ocorreu o acidente entre o boeing da Gol e o jato Legacy, no qual morreram 154 pessoas.

O inquérito investiga o grau de responsabilidade dos controladores no acidente. Eles já foram ouvidos pela Aeronáutica, que constatou falha de comunicação entre o centro de controle de Brasília e os pilotos do Legacy, que serão ouvidos ao final do inquérito.


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Aeronáutica admite possível erro de controlador de vôo

Brigadeiro Luiz Carlos Bueno disse que´pode ter havido um erro´ em informação de um controlador de vôo antes do choque entre o Legacy e o Boeing da Gol

BRASÍLIA - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, admitiu, pela primeira vez, que "pode ter havido um erro" em uma informação de um controlador de vôo que estava encerrando seu turno de serviço, em Brasília, antes do choque do jato Legacy com o Boeing da Gol em que morreram 154 pessoas no dia 29 de setembro. O Legacy partira de São José dos Campos para Manaus via Brasília. Segundo Bueno, o controlador que deixava o turno passou para seu substituto "uma informação falsa que pensava ser verdadeira", pois disse que o Legacy estava no nível 360, quando, na verdade, depois se verificou que estava no nível 370.

"Acho que houve uma indução de que o avião estava no nível 370, que (o operador) passou dessa forma. Ele (o novo controlador) não teve sombra de dúvida de que o avião estava no nível 360", relatou o comandante da Aeronáutica em explanação no Senado, em sessão conjunta das Comissões de Infra-Estrutura e de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/nov/21/116.htm


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novembro 22, 2006

PF ouve controladores que trabalharam no dia do acidente

Os controladores monitoravam o Legacy desde sua aproximação e passagem pelo espaço aéreo de Brasília, até o choque com o Boeing

BRASÍLIA - O delegado da Polícia Federal (PF), Rubens José Maleiner, está ouvindo nesta quarta-feira, 22, os depoimentos de mais quatro controladores de vôo que trabalharam no dia do acidente com o Boeing da Gol que se chocou com o jato Legacy, em Mato Grosso, em 29 de setembro, causando a morte de 154 pessoas. Os nomes não estão sendo divulgados para proteger os controladores de eventuais retaliações por parte dos familiares das vítimas. Na quinta-feira, serão ouvidos os dois últimos controladores.

A PF considera esta quarta-feira o dia D da série de depoimentos, com o interrogatório dos quatro controladores que monitoravam o Legacy desde sua aproximação e passagem pelo espaço aéreo de Brasília, até o choque com o Boeing.


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IML identifica o corpo da última vítima do acidente da Gol

IML do Distrito Federal identificou o corpo por meio de fragmentos e exame de DNA

BRASÍLIA - A Polícia Civil do Distrito Federal informou no início da tarde desta quarta-feira que identificou no Instituto Médico Legal (IML) o corpo da última vítima do acidente com o Boeing da Gol, que caiu no dia 29 de setembro, próximo à Serra do Cachimbo, em Mato Grosso.

Marcelo Paixão Lopes, bancário de 29 anos foi identificado por meio de fragmentos e teve sua identidade confirmada por exame de DNA. Às 16 horas desta quarta-feira a Polícia Civil vai entregar à família os restos mortais de Lopes, junto com o laudo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/nov/22/172.htm

Parentes de vítimas responsabilizam pilotos do Legacy

Para os familiares, os pilotos do jato deveriam ter seguido o plano de vôo, independentemente da falha na comunicação com os controladores

BRASÍLIA - Parentes das vítimas do acidente com o Boeing 737-800 da Gol, ocorrido no dia 29 de setembro, ocasionando a morte de 154 pessoas, consideram que o "erro maior" foi dos pilotos do jato Legacy, porque deveriam ter seguido o plano de vôo, independentemente da falha na comunicação com os controladores. A afirmação foi feita por Luciana Siqueira, relações públicas da Associação dos Familiares e Amigos do Vôo 1907.

Luciana disse que os familiares já sabiam que houve erro de comunicação entre controladores de vôo e os pilotos do Legacy, como admitiu nesta terça-feira o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno.


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novembro 24, 2006

Aeronáutica registra 22 riscos de colisão de aviões até julho

Incidentes graves ocorrem quando aviões estão a menos de 300m de distância

SÃO PAULO - Um relatório do Comando da Aeronáutica, ao qual teve acesso o Jornal Nacional, da Rede Globo, informa que até julho deste ano ocorreram 22 incidentes graves nos céus brasileiros. A Aeronáutica denomina "incidente grave" ocasiões nas quais aeronaves encontram-se em uma distância inferior a 300 metros uma da outra e na qual podem ocorrem colisões entre os aviões.

Em 2005, o número de incidentes graves chegou a 80.

Na noite de 15 de outubro, um destes acidentes poderia ter ocorrido. Dois aviões, um da Gol e outro da TAM, quase colidiram, segundo o documento. Duas semanas após o acidente entre o avião da Gol e o jatinho Legacy, no qual morreram 154 pessoas, um Fokker-100 da TAM e um Boeing da Gol ficaram a pouco mais de 60 metros de distância um do outro. As aeronaves deveriam estar separados por, no mínimo, 300 metros.

O vôo 1805 da Gol, procedente de Porto Alegre, se preparava para pousar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, enquanto o vôo 3831 da TAM tinha acabado de decolar do Aeroporto Tom Jobim e seguia para Campinas (SP).

No momento da quase colisão, a aeronave da Gol, em descida, estava a 16.100 pés, 200 pés (cerca de 60 metros) acima do Fokker da TAM, a 15.900 pés, e em sentido contrário.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/nov/24/8.htm

Controladores de vôo dizem que há ´zona cega´ na Amazônia

Profissionais relatam área onde não há vigilância radar nem visualização de aviões

BRASÍLIA - Os três últimos controladores de vôo ouvidos nesta quinta-feira pela Polícia Federal declararam inocência no choque entre o jato Legacy e o boeing da Gol, no qual morreram 154 pessoas. Eles puseram a culpa pelo acidente nos pilotos do Legacy e no sistema de monitoramento do espaço aéreo brasileiro adotado pela Aeronáutica, o qual definiram como "obsoleto".

Os controladores repetiram a mesma versão dos dez outros colegas ouvidos nos dias anteriores e alegaram que foram induzidos a erro por falhas do equipamento de radar e de comunicação.

Segundo relato dos advogados Normando Cavalcante e Fábio Souza, que acompanharam os depoimentos, os controladores, unanimemente, garantiram que existe uma zona cega na Amazônia, que começa 200 milhas ao Norte de Brasília e se estende até a Serra do Cachimbo, no Sul do Pará, onde já ocorreram outros acidentes porque os radares e os sistemas de comunicação falham.


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As investigações sobre o acidente da Gol

Investigações apontam que uma sucessão de falhas teria provocado a tragédia

SÃO PAULO - Quase dois meses após o acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy que ocasionou a morte de 154 pessoas no dia 29 de setembro no Mato Grosso, as investigações do apontam para uma sucessão de falhas que teriam provocado a tragédia. Embora ainda não possam ser apontadas conclusões, é possível destacar por meio de um relatório preliminar divulgado em 16 de novembro e de investigações que procedimentos e condutas de pilotos do jato e de controladores de São José dos Campos, de onde o jato partiu, ou do Centro de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-1),em Brasília teriam contribuído para o acidente.

Na terça-feira, 21, pela primeira vez a Aeronáutica admitiu que "pode ter havido um erro" em uma informação de um controlador de vôo que estava encerrando seu turno de serviço, em Brasília, antes do acidente. Mas, em depoimentos prestados na Polícia Federal (PF) nesta semana, os 13 controladores que trabalhavam no dia da colisão negaram qualquer responsabilidade.

Eles atribuíram o acidente primeiro a um erro dos pilotos do Legacy, que não seguiram o plano de vôo e também a falhas nos equipamentos do Cindacta- 1. Os controladores alegaram que foram induzidos a erro pelo sistema de radar e de comunicação. Uma das queixas é que a indicação na tela do radar muda automaticamente os apontamentos de altitudes das aeronaves.


Relatório preliminar

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dezembro 2, 2006

Controladores do Legacy culpam equipamentos por acidente

Dois controladores que não quiseram se identificar falaram pela 1.ª vez sobre o acidente, ocorrido com avião da Gol e jato da Legacy, à revista Época

SÃO PAULO - Falhas nos equipamentos foram decisivas no acidente entre o Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy, no Mato Grosso, segundo declarações de dois controladores de vôos do Legacy, que não quiseram se identificar, à revista Época. É a primeira vez que controladores que participaram do episódio falaram à imprensa. O maior acidente aéreo já ocorrido no Brasil deixou 154 mortos, em 29 de setembro, todos passageiros da Gol.

Um dos controladores era responsável por acompanhar o Legacy no espaço aéreo de Brasília e, o outro, trabalhava na mesma sala e presenciou o drama dos colegas. Entre outras declarações, eles disseram que o grande problema foi que o software dos computadores informou que o Legacy voava na altitude autorizada em seu plano de vôo (36 mil pés) quando, na realidade, estava em rota de colisão com o vôo da Gol, a 37 mil pés.

"Como ele (Legacy) apresentou problema no transponder, não dava para ter os dados do jato, e sim do nosso sistema", disse um deles. "Se soubéssemos que o Legacy estava a 370 (a 37 mil pés), seria fácil. Já passamos por situações muito mais difíceis. Dava para avisar o supervisor sobre o problema", concluiu.


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dezembro 8, 2006

Pilotos do Legacy são indiciados por homicídio

Jan Paladino e Joe Lepore pilotavam o jato que se chocou com o Boeing da Gol; depoimento durou mais de seis horas e pilotos seguiram direto para Cumbica

SÃO PAULO - Terminou por volta das 14h25 desta sexta-feira, 8, o depoimento dos pilotos Joe Lepore e Jan Paladino na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Segundo informações dos advogados dos pilotos, eles não falaram nada. Porém, de acordo com informações da PF, os pilotos responderam às perguntas feitas pelos delegados Ramon da Silva, de Mato Grosso, e Rubem Maleiner, de Brasília.

Eles foram indiciados pelo artigo 261, que pune quem expõe a perigo embarcação ou aeronave. Caso os pilotos sejam indiciados por homicídio doloso (com intenção) podem pegar pena de 12 anos; se culposo (sem intenção), de 4 a 8 anos. Os norte-americanos deixaram o prédio da PF em uma van, junto com membros do Consulado dos Estados Unidos, que seguiu para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Com seus passaportes liberados pela PF, Lepore e Paladino embarcariam para os Estados Unidos.

Mesmo indiciados, os pilotos poderão responder em liberdade, podendo se deslocar para os Estados Unidos, já que receberam de volta seus passaportes.

O depoimento dos pilotos americanos durou mais de seis horas. Os pilotos chegaram à sede da PF por volta das 8 horas desta sexta-feira acompanhados por uma comitiva de quatro pessoas do Consulado americano.


Investigações
No dia 29 de setembro o jato Legacy colidiu com o Boeing da Gol, matando 154 passageiros. As investigações revelaram que os dois tiveram parcela de responsabilidade no acidente por não terem seguido o plano de vôo, nem adotado normas de emergência para evitar o choque. Além disso, o transponder do jato, equipamento vital na navegação aérea, estava desligado na hora do acidente, passando a funcionar no instante seguinte. A PF quer saber deles se o desligamento foi por imperícia, acidental, proposital ou falha do equipamento.

O inquérito que apura o acidente tem por objeto investigar o crime de expor a perigo a segurança do tráfego aéreo, previsto no Artigo 261 do Código Penal. A pena é de dois a quatro anos de prisão. O parágrafo primeiro aumenta a pena para um período de quatro a 12 anos, quando o fato resulta em queda ou destruição de aeronave, como foi o caso.

Quando o fato resulta em mortes, isso remete a outro crime, o de homicídio, que pode ser culposo (sem intenção), ou doloso. Como não houve intenção de matar, segundo apurou a PF, fica, desse modo descartada a hipótese de indiciamento por crime doloso.
Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/dez/08/166.htm

Defesa de pilotos classifica indiciamento como ´ato político´

Jean Paladino e Joe Lepore pilotavam o jato que se chocou com o Boeing da Gol

SÃO PAULO - O advogado José Carlos Dias classificou como ´ato político´ a decisão da Polícia Federal de indiciar os pilotos americanos Jan Paladino e Joe Lepore por expor a aeronave ao perigo, após depoimento nesta sexta-feira, 8, em São Paulo. "Foi um ato absolutamente preconceituoso, discriminatório e que faz até parecer que tem um conteúdo político,", declarou. Segundo ele, a decisão dá a entender que ´é preciso encontrar responsáveis por aquele acidente". Paladino e Lepore pilotavam o jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol, causando a morte de 154 pessoas, no dia 29 de setembro, no Mato Grosso.

Dias disse também que os delegados Ramon da Silva, de Mato Grosso, e Rubem Maleiner, de Brasília, já haviam decidido pelo indiciamento antes mesmo de ouvirem os pilotos.

Lepore e Paladino foram indiciados pelo artigo 261, que pune quem expõe a perigo embarcação ou aeronave. Caso os pilotos sejam indiciados por homicídio doloso (com intenção) podem pegar pena de 12 anos; se culposo (sem intenção), de 4 a 8 anos. Os norte-americanos deixaram o prédio da PF em uma van, junto com membros do Consulado dos Estados Unidos, que seguiu para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Com seus passaportes liberados pela PF, Lepore e Paladino embarcariam para os Estados Unidos.

Mesmo indiciados, os pilotos poderão responder em liberdade, podendo se deslocar para os Estados Unidos, já que receberam de volta seus passaportes.
Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/dez/08/241.htm


Pilotos do jato Legacy são indiciados pela Polícia Federal

Jan Paladino e Joe Lepore pilotavam o jato que se chocou com o Boeing da Gol; depoimento durou mais de seis horas e pilotos seguiram direto para Cumbica

SÃO PAULO - Terminou por volta das 14h25 desta sexta-feira, 8, o depoimento dos pilotos Joe Lepore e Jan Paladino na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Segundo informações dos advogados dos pilotos, eles não falaram nada. Porém, de acordo com informações da PF, os pilotos responderam às perguntas feitas pelos delegados Ramon da Silva, de Mato Grosso, e Rubem Maleiner, de Brasília.

Eles foram indiciados pelo artigo 261, que pune quem expõe a perigo embarcação ou aeronave. Quando há morte, a pena aplicada a esse crime é a de homicídio culposo (de 1 a 3 anos) acrescida de um terço. Segundo a PF, eles agiram de forma culposa, portanto, não tinham a intenção de cometer o crime.

Os norte-americanos deixaram o prédio da PF em uma van, junto com membros do Consulado dos Estados Unidos, que seguiu para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, onde embarcaram para os Estados Unidos às 16h30 desta sexta-feira, num jato fretado. Mesmo indiciados, os pilotos poderão responder em liberdade.

O depoimento dos pilotos americanos durou mais de seis horas. Os pilotos chegaram à sede da PF por volta das 8 horas desta sexta-feira acompanhados por uma comitiva de quatro pessoas do Consulado americano.


Investigações
No dia 29 de setembro o jato Legacy colidiu com o Boeing da Gol, matando 154 passageiros. As investigações revelaram que os dois tiveram parcela de responsabilidade no acidente por não terem seguido o plano de vôo, nem adotado normas de emergência para evitar o choque. Além disso, o transponder do jato, equipamento vital na navegação aérea, estava desligado na hora do acidente, passando a funcionar no instante seguinte. A PF quer saber deles se o desligamento foi por imperícia, acidental, proposital ou falha do equipamento.

O inquérito que apura o acidente tem por objeto investigar o crime de expor a perigo a segurança do tráfego aéreo, previsto no Artigo 261 do Código Penal. A pena é de dois a quatro anos de prisão. O parágrafo primeiro aumenta a pena para um período de quatro a 12 anos, quando o fato resulta em queda ou destruição de aeronave, como foi o caso.

Quando o fato resulta em mortes, isso remete a outro crime, o de homicídio, que pode ser culposo (sem intenção), ou doloso. Como não houve intenção de matar, segundo apurou a PF, fica, desse modo descartada a hipótese de indiciamento por crime doloso.

julho 7, 2007

Conclusões da PF e do Congresso sobre o acidente da Gol

PF concluiu inquérito em maio, mas CPIs ainda buscam informações sobre acidente

SÃO PAULO - O inquérito da Polícia Federal sobre as causas do acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, ocorrido no dia 29 de setembro de 2006, quando 154 pessoas morreram, foi concluído cerca de sete meses depois do acidente, em maio de 2007.

A investigação apontou que os pilotos americanos do jato Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, desligaram involuntariamente o transponder do aparelho, deixaram de acionar o código 7600, de falha na comunicação, quando ficaram cerca de uma hora sem contato com as torres de controle, e cometeram vários outros deslizes.

Outra linha de investigação foi aberta: no Congresso, tanto a Câmara quando o Senado instalaram Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar as causas do acidente. No Senado, a intenção também é apurar as causas da crise aérea que atinge o País desde o acidente.

Um dos resultados dessas CPIs ocorreu no último dia 4, quando a Câmara, por meio da CPI, criticou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e a Aeronáutica pelo fato de não conseguirem chegar a um consenso para pôr fim ao caos aéreo. Saiba mais sobre os principais pontos das investigações da PF e do Congresso:


Transponder
O que diz o inquérito da PF: Os pilotos o desligaram involuntariamente o transponder, equipamento que avisa um avião da aproximação de outra aeronave, para impedir colisões.

O que disseram as CPIs no Congresso: No último dia 3, o comandante do Cindacta-4, em Manaus, coronel Eduardo Antonio Carcavallo Filho, afirma que é possível que os pilotos americanos Joe Lepore e Jan Paladino tenham desligado involuntariamente o transponder do jato Legacy.

Já no dia 6 de junho, em relatório parcial, a CPI do Senado aponta que o acidente não ocorreria sem falha humana dos pilotos do Legacy e de quatro controladores de vôo. As conclusões do relatório serão encaminhadas ao Ministério Público Federal.

"Se os pilotos do Legacy não tivessem desligado o transponder, o acidente não teria ocorrido. Se os controladores de vôo tivessem atuado de forma diligente e responsável, conforme a natureza da atividade exige, o acidente não teria ocorrido", afirma o relatório do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Para o presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, George Cezar de Araripe Sucupira, que depôs na Câmara, não há possibilidade de o transponder do jato Legacy ter-se desligado acidentalmente, o mesmo foi afirmado pelo diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado. Apesar disso, a CPI da Câmara ainda não apresentou relatório parcial sobre o acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol.


Controle e plano de vôo
O que diz o inquérito da PF: Controladores de São José dos Campos passaram a altitude de 37 mil pés, que deveria ter sido alterada em Brasília. Mas não houve modificação do plano de vôo por parte do controle. Algo que os pilotos deveriam ter questionado.

O que disseram nas CPIs no Congresso: Em depoimento na CPI da Câmara, o delegado da Polícia Federal Renato Sayão Dias, responsável pelo inquérito da PF, reiterou que o controle de vôo do País tem, em parte, culpa pelo acidente. Sayão Dias afirmou que é possível dividir a culpa do acidente entre os pilotos do Legacy e o controle do espaço aéreo brasileiro. Para ele, mesmo que os pilotos não tenham agido adequadamente, é responsabilidade do controle aéreo corrigir as falhas de condutas. O delegado disse que não havia uma autorização clara do plano do vôo a ser seguido pelo jato Legacy.


Vigilância radar
O que diz o inquérito da PF:o controle avisou que o Legacy estava sob vigilância radar, ou seja, eventuais mudanças em relação ao plano de vôo caberiam aos pilotos, que deveriam informá-las.

O que disseram nas CPIs no Congresso: Em depoimento na CPI da Câmara, o funcionário do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (Icea) Vinícius Lanzoni Gomes disse, no último dia 26, ter protocolado documento alertando para falhas no sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro três meses antes da queda do Boeing da Gol. O Comando da Aeronáutica emite nota reafirmando que controle do espaço aéreo é seguro.

No dia 18, controladores entregaram a integrantes da CPI do um dossiê com documentos que comprovariam os problemas relatados pela categoria no controle de tráfego aéreo no País. Entre os contratempos citados no documento estão incidentes em que aviões poderiam ter se chocado por falha na comunicação e de radar.

Um dia depois, os controladores de vôo fazem operação padrão no Centro de Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), em Brasília. No dia 20, oito dos nove consoles, onde estão os monitores, precisaram passar por reparos, o que ocasionou atrasos nos vôos dos principais aeroportos do País.

Além disso, em junho, controladores de vôo fizeram um protesto silencioso na Câmara em defesa do colega Jomarcelo Fernandes dos Santos, acusado pelo Ministério Público Federal de homicídio doloso eventual por ter deixado o posto de comando no Cindacta-1, no dia do acidente com o avião da Gol, sem avisar seu substituto (Lucivando Tibúrcio de Alencar) de irregularidade na rota Legacy.

Em depoimento na Câmara, o controlador Lucivando Tibúrcio de Alencar voltou a afirmar que não foi uma falha humana a causa do acidente do vôo 1907. Lucivando repetiu também sua afirmação de que a culpa foi dos pilotos do Legacy e do sistema de software da Aeronáutica, que lhe teria fornecido informações erradas


Falha de comunicação
O que diz o inquérito da PF: Os pilotos deveriam ter acionado o código de falha 7600 ao perceber que o rádio não funcionava. Assim teriam percebido que o transponder estava desligado.

O que disseram nas CPIs do Congresso: O chefe da Seção de Instrução do Centro de Controle de Área (ACC) de Brasília, tenente Antonio Robson Cordeiro de Carvalho, afirmou em depoimento à CPI na Câmara que "até o momento do acidente, não houve nenhum reporte dos controladores de que haveria falha nos radares", disse.

Carvalho trabalhou no dia do acidente. Ele chefiava a equipe, mas disse que saiu às 17 horas e não acompanhou o caso. O controle de vôo perdeu o contato com o Boeing pouco antes das *17 horas. O tenente disse ainda que não pode afirmar se os controladores que trabalhavam no momento erraram ou deixaram de aplicar algumas das normas previstas.


Buraco negro
O que diz o inquérito da PF: O inquérito não aborda a possível existência de um buraco negro no espaço aéreo brasileiro.

O que disseram nas CPIs do Congresso: Sobre a existência de pontos cegos, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito declarou na CPI do Senado que "a afirmação é maldosa". Segundo ele "não existe (buraco negro)".

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