Gabinete de crise do Planalto se reúne para discutir insurgência militar
BRASÍLIA - Dezoito controladores foram presos na noite desta segunda-feira após entrarem em greve em Brasília, informa o Jornal Nacional, da Rede Globo. Cerca de 200estavam aquartelados desde o início da tarde e em greve de fome.
A decisão de prender os controladores foi tomada pelo Comando da Aeronáutica, após ter sido informada da paralisação no Cindacta-1. Contudo, houve um alerta do Planalto, para que se tomasse cuidado com a medida para evitar um mal maior.
Nesta noite, um gabinete de crise foi improvisado no Palácio do Planalto para tentar administrar a greve nacional dos controladores de vôo, o que está sendo considerada uma grave crise política, por se tratar de uma insurgência de militares.
A Justiça Militar foi deslocada até o Cindacta-1 para negociar, juntamente com o Ministério Público. Com Lula em Washington, onde se reunirá com o presidente norte-americano, George W. Bush, o vice-presidente, José Alencar, em Belo Horizonte e o ministro da Defesa, Waldir Pires, no Rio de Janeiro, reuniu-se o gabinete de crise no Planalto.
Também estavam fora de Brasília, o ministro da Justiça, Tarso Genro, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, Paulo Bernardo, do Planejamento, e o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. A reunião de emergência, realizada no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no quarto andar do Planalto, contou com a presença do chefe de Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, a secretaria-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e o ministro da Comunicação, Franklin Martins.
O Planalto informou que foi aberta uma mesa de negociações com o Alto Comando da FAB, para tentar ver como poderiam contornar o problema. Pela manhã, por mais de três horas, o ministro da Defesa participou de uma reunião com as autoridades do governo ligadas à aviação. Nesta reunião, que era para discutir as propostas de solução da crise aérea, atendendo a pedido do presidente Lula, acabou discutindo basicamente a mobilização dos controladores.
O brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, na reunião, apresentou a proposta de que os 22 aeroportos menores que têm militares controlando o tráfego aéreo em torres poderiam passar a ser operados por pessoal civil, da própria Infraero.
Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/mar/30/368.htm