Aeronáutica fecha espaço aéreo na região do acidente do avião da Gol
A restrição atinge inclusive a pista de pouso da cidade de Matupá, município próximo à área do desaparecimento
MATUPÁ, Mato Grosso - A Aeronáutica decidiu fechar o espaço aéreo para sobrevôos e decolagens de aeronaves de todos os portes na manhã deste sábado, 30, por conta das atividade de busca e salvamento no norte
de Mato Grosso ao vôo 1907 da Gol, desaparecido nesta sexta-feira, 29, com 155 pessoas a bordo. A restrição atinge inclusive a pista de pouso da cidade de Matupá,
município próximo à área do desaparecimento - há informações de que a aeronave Gol (Boeing 737-800) que seguia de Manaus para o Aeroporto Internacional Tom
Jobim, no Rio, teria caído próximo à fazenda Jarinã, no município de Peixoto de Azevedo. A delimitação é necessária porque aeronaves de resgate (oito aviões e cinco
helicópteros) sobrevoam a região nesta manhã. As pistas de pouso são utilizadas para as equipes de salvamento e resgate.
O acidente
O avião desapareceu após ter se chocado no ar com um jato Legacy, fabricado pela Embraer. A aeronave de pequeno porte, que era pilotada por um americano e
decolou do aeroporto de São José dos Campos (SP), fez um pouso forçado na Base Aérea do Cachimbo, no Pará, e não registrou vítimas. O Boeing 737-800 da Gol fazia o vôo 1907, de Manaus para o Rio, com escala
em Brasília. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião saiu de Manaus às 15h35 e deveria ter pousado na capital federal às 18h12. Às 16h48, o Boeing sumiu dos radares do controle de tráfego aéreo. Conforme nota
oficial da Gol, o último contato com o avião ocorreu às 17 horas, via rádio. A companhia recebeu o Boeing, que tinha 200 horas de vôo, no último dia 12. O radioamador Laudir Benevides, de Goiás, foi o primeiro a comunicar a FAB
sobre o acidente às 17h55 (horário local). Ele recebeu informação de um fazendeiro de Peixoto Azevedo, que teria visto o acidente. Conforme o fazendeiro, o avião vinha em alta velocidade, se chocou contra o solo e
explodiu. Não haveria sobreviventes. O Boeing tinha combustível suficiente para voar cerca cinco horas sem precisar reabastecer.
Destaque internacional
A imprensa internacional também destaca o acidente envolvendo o avião da Gol, na região amazônica do Mato Grosso. A norte-americana
CNN destaca o fato com fotos de familiares e um histórico da empresa aérea. A inglesa
BBC apresenta um mapa da região amazônica e cita a possível colisão do Boeing da Gol com um jato particular. O francês
Le Monde também traz a história e ersos hiperlinks ao longo da sua matéria. Todos os textos citados estão em inglês.