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Crise da Varig faz Sata se unir com a portuguesa Groundforce

O negócio permitirá equacionar os problemas de caixa gerados pela crise da Varig, um dos maiores clientes da Sata, e estimular o crescimento da empresa

RIO - A Sata, empresa de serviços aeroportuários da Fundação Ruben Berta (FRB), e a portuguesa Groundforce, na qual a TAP detém participação acionária, vão se fundir e formar uma empresa que deverá movimentar R$ 1 bilhão ao ano. O negócio permitirá equacionar os problemas de caixa gerados pela crise da Varig, um dos maiores clientes da Sata, e estimular o crescimento da empresa de serviços, que tem planos para se expandir na América Latina.

Na última terça-feira, as duas empresas assinaram um protocolo de intenções para análise e formatação do negócio, num prazo de seis meses. A Sata é controlada pela FRP-Par, holding de investimentos da fundação, e não está incluída no processo de recuperação da Varig. Segundo o presidente da Sata, Mário Muniz, a Varig deve pelo menos R$ 50 milhões à Sata, em dívidas incluídas no Plano de Recuperação da Varig (até junho do ano passado).


"O acordo foi feito para dar estabilidade à empresa, que tinha um cliente para o qual prestava o serviço mas ele não pagava. Isso acarretou um problema de caixa", afirmou Muniz, primeiro executivo da SATA que não fez parte dos quadros da FRB ou do Grupo Varig. O executivo, que já presidiu a Maxitel e trabalhou outras indústrias, como a Gradiente, informou que foi selecionado por uma empresa de "headhuther" (empresa de contratação de executivos).

Muniz explica que o sócio português vai entrar em parte com capital, tecnologia e conhecimento de clientes. A Groundforce tem forte presença na Europa e tem carteira de clientes de empresas que também voam para o Brasil e precisam contratar os serviços localmente. Em contrapartida, a Sata, que fatura ao redor de R$ 200 milhões ano, informa que dispõe de funcionários treinados e conhecimento do mercado brasileiro. O executivo afirma que a empresa é "operacionalmente lucrativa".


Greve
"O problema foi o impacto de caixa causado por um devedor que não pagou, mas a SATA é saudável e pode ser desenvolvida", diz Muniz. Na quinta-feira, funcionários da empresa iniciaram um movimento de greve. Segundo a assessoria de imprensa empresa, funcionários da empresa no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro continuavam em greve nesta sexta, mas "as operações não foram paralisadas e nenhum cliente foi prejudicado".

Fonte:http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2006/ago/25/314.htm

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